A verdade é que sou um copo
- com qualquer bebida que eu gosto muito:
cerveja, cuba libre, café – que está pela metade.
Ora me sinto meio vazio, ora me sinto meio cheio.
Meio vazio de coisas que eu nunca tive, de experiência
[que eu nunca vivi.
Meio cheio de coisas que eu nunca tive, de experiência
[que eu nunca vivi.
Porque o que já tenho não basta pra nenhum dos dois.
A necessidade me falta e me preenche.
A expectativa me tortura e me alegra.
O paradoxo da falta e do que se tem e da falta que se
contenta é o resultado do enfretamento moral,
do olhar que lançamos à Medusa dos nossos espelhos.
É o preço que pagamos pela existência.
- com qualquer bebida que eu gosto muito:
cerveja, cuba libre, café – que está pela metade.
Ora me sinto meio vazio, ora me sinto meio cheio.
Meio vazio de coisas que eu nunca tive, de experiência
[que eu nunca vivi.
Meio cheio de coisas que eu nunca tive, de experiência
[que eu nunca vivi.
Porque o que já tenho não basta pra nenhum dos dois.
A necessidade me falta e me preenche.
A expectativa me tortura e me alegra.
O paradoxo da falta e do que se tem e da falta que se
contenta é o resultado do enfretamento moral,
do olhar que lançamos à Medusa dos nossos espelhos.
É o preço que pagamos pela existência.